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A 58ª edição do Festival de Cinema de Tessalónica


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A 58ª edição do Festival de Cinema de Tessalónica

A edição de 2017 do Festival de Cinema de Tessalónica fez uma homenagem Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes com The Square.

The Square, a história de Christian

O filme conta a história de Christian, curador de arte contemporânea que tenta equilibrar a vida profissional com os deveres de um pai divorciado. Um dia, roubam-lhe a carteira e o telemóvel, despertando em Christian um lado que ele próprio desconhece.

Östlund utiliza as complexidades da natureza humana para chegar a mordazes reflexões acerca dos homens e mulheres como animais sociais.

O realizador sueco foca-se no lado mundano da vida dos personagens, cujas pequenas tragédias têm o poder de transmitir empatia. Em entrevista à Euronews, Östlund fala do seu trabalho como um documento sociológico:

“Vejo os meus filmes quase como documentos sociológicos. Se virmos a Sociologia como algo muito interessante, porque se atreve a analisar os humanos e as suas falhas. Lido com o mesmo género de temas nos meus filmes. Tento crear situações com que nos identificamos, mas difíceis de resolver”, explica o realizador.

Downsizing, de Alexander Payne

É sétima vez que Alexander Payne vem a Tessalónica, agora com a produção Downsizing. (Pequena Grande Vida, em Portugal e no Brasil).

Uma tragicomédia de ficção científica que conta a história de um casal que decide encolher os próprios corpos para começar uma nova vida num novo lugar.

Uma comédia acerca das relações entre as pessoas com Matt Damon interpreta num dos papéis principais. Para Alexander Payne, Downsizing, tal como todos os seus filmes, tem um pouco de tudo:

“Penso que o que mais faço são comédias e este filme não foge à regra. Mas a história conta com alguns momentos bastante sérios. Há elementos mais dramáticos em todo o guião”, explica.

“Ou seja, gosto de filmes que nos fazem rir e filmes que nos fazem pensar, mas também de filmes que nos fazem chorar, nem que seja um pouco”.

Dolphin Man: A história de Jacques Mayol

Dolphin Man é um documentário sobre a história de vida e a herança de Jacques Mayol, um dos maiores mergulhadores da história, que cometeu suicidio em na ilha italiana de Elba, há 16 anos.

A vida de Mayol foi fonte inspiração para Jean-Marc Barr, que interpretou o papel do mergulhador em The Big Blue ( Vertigem Azul, em Portugal, Imensidão Azul, no Brasil) e que é o narrador do documentário.

Uma oportunidade para que o público conheça o verdadeiro Mayol, para além da personagem do filme de 1988, explica Barr à Euronews:

“O filme conta a vida e as paixões de Jacques Mayol e sobre as dificuldades de ser-se uma pessoa com uma grande paixão pela qual é preciso sacrificar-se. Foi uma oportunidade para as novas gerações ficarem a conhecer o lado real desta pessoa que, para muitos, era apenas uma personagem e que é muito mais interessante do que isso.”

As novidades de um festival com quase seis décadas de vida

Para o diretor do Festival de Tessalónica, Oresti Andreadakis, foram três as novidades deste ano:

“Primeiro, tivemos um tema, um conceito para todos os filmes estrangeiros em competição: Raízes. Uma ideia que se relaciona com o livro O Enraizemento, de Simone Weil", explicou o diretor do Festival à Euronews.

“Podemos dizer que a obra de Weil nos serviu como guia para o processo de seleção das produções. Em segundo lugar, pedimos a 14 jovens artistas gregos que produzissem obras inspiradas por um dos filmes em competição. Em terceiro lugar, demos inicio à participação de filmes produzidos em realidade virtual”.

Depois de Veneza, Tessalónica é o segundo Festival de Cinema a aceitar filmes em realidade virtual. Este ano, foram 10 as produções a provar que este é um setor com futuro na sétima arte.
Com António Oliveira e Silva e Nuno Prudêncio

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