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Brexit: Tusk confia que Londres cumprirá ultimato para fechar divórcio

O presidente do Conselho Europeu exigiu ao Reino Unido progressos nas negociações do Brexit "o mais tardar até ao princípio de dezembro".

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Brexit: Tusk confia que Londres cumprirá ultimato para fechar divórcio

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O presidente do Conselho Europeu exigiu ao Reino Unido progressos nas negociações do Brexit “o mais tardar até ao princípio de dezembro”.

Em declarações exclusivas à euronews, Donald Tusk disse estar otimista sobre a capacidade do governo de Londres de cumprir o prazo.

“Não há nenhum impasse, sinto-me confiante, muito mais seguro disso depois do meu encontro com Theresa May. Tudo é possível. Não sou a pessoa responsável pelas negociações, mas quando há uma boa atmosfera política e uma muito visível boa vontade – de ambos os lados – isso significa que ainda temos a possibilidade de alcançar o primeiro objetivo, ou seja, terminar a primeira fase das negociações. Sou cauteloso, mas estou otimista”, disse, em entrevista à euronews.


Avisos feitos durante a chamada cimeira social, sexta-feira, na cidade sueca de Gotemburgo, na qual os líderes da União Europeia assinaram o “Pilar Europeu dos Direitos Sociais”.

A posição britânica tem sido um travão nesta matéria, confirmou, por seu lado, o presidente da Comissão Europeia, em conferência de imprensa.

“O Reino Unido gosta, um pouco mais frequentemente do que outros países, de bloquear o progresso em questões sociais. Nunca foi por uma questãode de princípio. Penso que após a saída do Reino Unido tudo será mais fácil, o que significa que tudo será mais complicado de agora em diante”, afirmou Jean-Claude Juncker.


“Os líderes da UE reuniram-se na Suécia para a primeira cimeira social, tendo assinado uma declaração com 20 princípios para promover melhor emprego e direitos sociais. Embora não se esteja a criar uma chamada união social, com um texto juridicamente vinculativo, os líderes comunitários afirmam que este é um primeiro passo na direção de uma Europa mais social”, acrescenta a enviada especial da euronews, Efi Koutsokosta.

O primeiro-ministro português, António Costa, considerou que a proclamação do “Pilar Europeu dos Direitos Sociais” é um “primeiro passo muito importante”, mas advertiu que “agora há que lhe dar continuidade”, concretizando medidas que beneficiem os cidadãos.