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O "mea culpa" da Nissan

Construtora admite irregularidades, depois de escândalo que levou à recolha de mais de um milhão de carros.

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O "mea culpa" da Nissan

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A Nissan fez um mea culpa. O presidente da construtora automóvel japonesa admitiu que a empresa descurou, durante vários anos, a inspeção de qualidade dos veículos, sobretudo devido à fraca preparação dos inspetores. A declaração segue-se ao escândalo que rebentou no mês passado, com a Nissan a recolher um milhão e duzentos mil carros – todos os vendidos no mercado japonês, nos últimos três anos.

“Foi um grande choque e teve um significado muito importante para nós. Queremos abandonar os nossos costumes antigos e pensar que temos nas mãos uma oportunidade preciosa para examinar as estruturas da Nissan”, explicou o presidente executivo Hiroto Sikawa.

Além da recolha de veículos, a construtora japonesa, detida em parte pela francesa Renault, viu-se também obrigada a parar a produção durante alguns dias. Para ajudar a empresa, Hiroto Saikawa abdicou de uma parte do salário. As vendas no Japão estiveram em forte queda, em outubro, e a empresa baixou as previsões de lucros para este ano.