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Rússia veta investigação da ONU a ataques químicos na Síria

Moscovo volta a defender o aliado sírio contra a pressão dos EUA no Conselho de Segurança da ONU

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Rússia veta investigação da ONU a ataques químicos na Síria

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A Rússia recorre pela décima vez ao direito de veto para bloquear uma resolução da ONU contra o regime de Bashar Al Assad.

Os diplomatas russos rejeitaram ontem no Conselho de Segurança uma proposta para prolongar por mais um ano a investigação aos ataques químicos na Síria, quando o mandato dos inspetores internacionais expira esta sexta-feira.

O texto, apoiado por Estados Unidos e União Europeia foi considerado “desequilibrado” por Moscovo, ao exigir sanções contra os responsáveis da utilização de gás sarin ou gás de cloro.

Para a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley:

“A Rússia matou o mecanismo conjunto de investigação que conta com o apoio maioritário deste conselho e ao eliminar a nossa capacidade de identificar os atacantes, a Rússia eliminou a nossa capacidade para evitar futuros ataques. O gesto da Rússia levanta o controlo sobre o uso de armas químicas por parte de Assad e do grupo Estado Islâmico”.

Uma resolução alternativa submetida pela Rússia foi igualmente chumbada por rejeitar as conclusões dos investigadores da ONU sobre a responsabilidade das forças sírias num ataque com gás Sarin que provocou 80 mortos em Abril.

Segundo o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia:

“Alguns membros do conselho recusam apoiar uma proposta e agora têm a responsabilidade pelo fim da investigação. Isto prova que a febre contra Damasco é a única prioridade para eles e que manipularam a investigação para coincidir com os seus interesses”.

O Japão submeteu entretanto uma resolução alternativa ao Conselho de Segurança, analisada esta sexta-feira, que pede mais 30 dias para encontrar um compromisso para evitar a dissolução do comité de inquérito.

Em dois anos de investigação, sob as críticas da Rússia e sem autorização para aceder ao terreno, os inspetores tinham apontado a responsabilidade de Damasco em três ataques químicos, entre os quais o de Abril em Khan Cheikhoun, na região de Idlib, acusando ainda o grupo Estado Islâmico de um ataque com gás mostarda em 2015.