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Ratko Mladic em prisão perpétua por crimes na ex-Jugoslávia

Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPI-J) condenou antigo chefe militar sérvio-bósnio inclusive por tentativa de genocídio em Srebrenica

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Ratko Mladic em prisão perpétua por crimes na ex-Jugoslávia

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Ex-líder militar dos sérvios da Bósnia Ratko Mladic, de 72 anos, foi condenado a prisão perpétua por crimes de guerra e contra a humanidade na ex-Jugoslávia.

O juiz do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPI-J) considerou que o antigo chefe militar sérvio-bósnio Ratko Mladic quis cometer genocídio em Srebrenica, enclave muçulmano na Bósnia onde foram mortos 7.000 homens e rapazes.


O antigo chefe militar ainda provocou o adiamento da sentença por cerca de uma hora quando se enervou e teve de ser retirado da sala.

De acordo com Darko Mladic, o filho, o agora condenado a passar o resto da vida na prisão terá tido inclusive necessidade de medir a tensão arterial.

Apelidado “o carniceiro dos Balcãs”, Mladic foi julgado durante mais de quatro anos por um total de 11 acusações — duas de genocídio, quatro de crimes de guerra e cinco de crimes contra a humanidade — cometidos durante a guerra da Bósnia (1992-1995), entre os quais o massacre de Srebrenica e o cerco da capital Sarajevo.


O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos descreveu Mladic como “o epítome do mal” e considerou o veredito lido em Haia como “aquilo que a justiça internacional deve ser.”

“O veredito de hoje (quarta-feira) é um aviso para os responsáveis deste tipo de crimes de que eles não vão escapar à justiça, independentemente do poder que tenham ou do tempo que levar”, expressou Zeid bin Ra’ad Zeid al-Hussein, o também reprsentante permanente da Jordania nas Nações Unidas.



[em atualização]