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Polícia inicia evacuação forçada de campo de refugiados de Manus

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Polícia inicia evacuação forçada de campo de refugiados de Manus

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As autoridades da Papua Nova Guiné iniciaram a evacuação forçada do campo de refugiados da ilha de Manus, onde quase 400 migrantes se encontram barricados há três semanas, rejeitando ser transferidos para um centro temporário.

A polícia irrompeu esta manhã na instalação gerida até ao final de Outubro pela Austrália, no quadro da polémica política migratória do país.

Segundo testemunhas, as forças da ordem teriam detido dezenas de pessoas, quando há relatos da destruição de víveres e reservas de água no interior do campo.

O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, rejeita ceder ao que considera ser uma pressão para que o país aceite acolher os refugiados:

"Eles pensam que podem fazer pressão sobre o governo australiano, mas nós não vamos ceder à pressão. A nossa segurança fronteiriça, a integridade das nossas fronteiras é da responsabilidade do meu governo e nós não vamos externalizar a nossa política migratória para que seja gerida por traficantes".

Os migrantes recusam abandonar o local depois do supremo tribunal da Papua ter ordenado o encerramento do campo no final de Outubro, considerado inconstitucional após as críticas de várias organizações humanitárias às condições sanitárias da instalação.

A ONU tinha apelado a Camberra para que aceite uma oferta da Nova Zelândia para acolher alguns dos migrantes, depois de ter alertado nas últimas semanas para uma situação de "crise humanitária iminente" em Manus.