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Famílias dos tripulantes do ARA San Juan revoltadas com a Marinha

A Marinha enfrenta ainda o descontentamento do governo, que, segundo a imprensa argentina, poderá avançar para uma remodelação na estrutura de comando.

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Famílias dos tripulantes do ARA San Juan revoltadas com a Marinha

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A Argentina vive um clima de tristeza e revolta, depois do anúncio da marinha de que uma explosão estaria na origem do desaparecimento do submarino ARA San Juan, provocando a morte dos seus 44 tripulantes. Dezenas de familiares acorreram à base naval de Mar del Plata, onde foram confrontados com o pior cenário ao fim de uma semana de buscas sem sucesso pela embarcação.

Para muitos, a Marinha argentina falhou em toda a linha na gestão desta operação. “Não tínhamos mais santos a quem rezar, não havia mais santos a quem pedir (…) Eles não voltaram, nunca mais voltarão e não sei se vão recuperar os corpos. Isso é o que mais dói, porque não sei se vou poder deixar-lhe flores”, confessou Jésica Gopar, esposa de um dos 44 tripulantes do submarino desaparecido no passado dia 15 ao largo do Mar del Plata.


A ideia de falhanço da marinha argentina estende-se já ao governo e a imprensa do país revela que o executivo deverá efetuar uma remodelação profunda da estrutura de comando naval. Construído em 1985, na Alemanha, o ARA San Juan atravessou uma renovação profunda entre 2007 e 2014 que iria estender a sua atividade por mais 30 anos.

Apesar da conclusão anunciada, seis equipas irão continuar a tentar localizar o submarino ao largo da costa argentina.