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Brexit: Fronteira na Irlanda no centro da discórdia entre Londres e Bruxelas

Londres diz que não tomará decisões relativas à fronteira antes de um acordo comercial com a UE. Bruxelas recusa iniciar negociações sobre relação comercial sem acordo prévio relativo à fronteira.

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Brexit: Fronteira na Irlanda no centro da discórdia entre Londres e Bruxelas

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A fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda está dependente de um acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia, no momento do “Brexit”.

O Governo de Theresa May reafirma que não pretende uma barreira física, a dividir a ilha, no entanto, assegura que necessário é chegar a acordo.

“Não podemos obter uma resposta à questão irlandesa até termos uma ideia do resultado final e até que possamos discutir com a União Europeia, o que será muito difícil. Então, quanto mais rápido pudermos fazer isso melhor”, afirma o secretário britânico para o Comércio Internacional, Liam Fox.

A fronteira entre as duas irlandas e a fatura da saída britânica estão no centro das prioridades da União Europeia. Bruxelas recusa iniciar negociações sobre a futura relação comercial com o Reino Unido sem um acordo prévio sobre estas questões.

O Governo de Dublin ameaça vetar as conversações caso o Executivo de Theresa May não garanta, por escrito, que não haverá controlos na fronteira.


O Comissário Europeu irlandês, Phil Hogan, defendeu que o problema pode ser resolvido se May abandonar os planos de retirar o Reino Unido da união aduaneira e do mercado único.

Caso isso não seja possível, Londres deve permitir que a Irlanda do Norte permaneça nessas entidades.


Uma opção rejeitada pela líder do Partido Democrático Unionista, Arlene Foster, que apoia Theresa May.

“Não iremos apoiar quaisquer acordos que criem barreiras ao comércio entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido ou qualquer sugestão de que a Irlanda do Norte, ao contrário do resto do Reino Unido, terá que refletir as normas europeias”, assegura Foster.

Os líderes da União Europeia reúnem-se a 14 e 15 de dezembro para avaliar se houve progressos suficientes nas negociações para a saída do Reino Unido. Só assim será possível passar à segunda fase, relativa à futura relação comercial e ao período de transição.

Após o ‘Brexit’, a fronteira de 500 quilómetros será a única fronteira terrestre do Reino Unido com o bloco europeu.