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Impasse eleitoral nas Honduras

Presidente cessante e líder da oposição clamam vitória na ausência de resultados finais do escrutínio.

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Impasse eleitoral nas Honduras

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O resultado incerto das presidenciais nas Honduras volta a inflamar a tensão no pequeno país da América Central, oito anos após o golpe militar que derrubou o então presidente Manuel Zelaya.

Esta manhã os dois principais candidatos ao sufrágio clamavam vitória na ausência de resultados oficiais, a começar pelo chefe de Estado cessante, Juan Orlando Hernández.

O líder conservador do Partido Nacional tinha anunciado a vitória durante a madrugada, quando a oposição denuncia a ilegalidade da sua recandidatura, à luz da Constituição, mesmo depois de ter sido autorizada pelo Tribunal Constitucional do país.

O seu principal rival, Salvador Nasralla, líder de uma coligação de esquerda batizada Aliança da Oposição contra a Ditadura, contestou o resultado esta manhã, anunciando-se igualmente como vencedor.

Uma sondagem à boca das urnas dava ao presidente cessante 43,93% dos votos contra 34.70% para o seu rival, embora Nasralla conte com uma vantagem de 5% sobre o adversário na contagem de votos (60% dos votos contados).

O ex-presidente Manuel Zelaya, o principal apoio do opositor, reconheceu igualmente a vitória de Nasralla nas redes sociais.

O impasse atual não causou até ao momento qualquer incidente quando o governo mobilizou mais de 35 mil polícias para acompanhar o sufrágio.

Mais de 16 mil observadores internacionais acompanharam o escrutínio no país com uma das maiores taxas de homicídio no mundo e cujo presidente cessante era um aliado dos EUA na luta contra o tráfico de droga na região.