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Impasse político nas Honduras

O Supremo Tribunal Eleitoral continua sem divulgar os resultados oficiais das eleições realizadas nas Honduras este domingo

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Impasse político nas Honduras

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Dois dias depois, as Honduras continuam à espera dos resultados oficiais das eleições presidenciais. Os observadores locais já criticaram o atraso por parte do Tribunal Supremo Eleitoral numa altura em que os resultados parciais apontam para uma vantagem do candidato da Aliança de Oposição contra a Ditadura sobre o chefe de Estado cessante.

Salvador Nasralla não esperou pela contagem final dos votos para reclamar vitória: "como sabem já ganhámos isto. Não se deixem influenciar pelo que diz a comunicação social."

Um exemplo seguido pelo candidato Juan Orlando Hernández, chefe de Estado cessante que procura a reeleição. A decisão do Tribunal Constitucional de autorizar a candidatura do atual presidente quando a Constituição proíbe qualquer reeleição foi denunciada pela oposição, durante a campanha eleitoral, como uma tentativa de fraude.

No total, nove candidatos apresentaram-se na corrida eleitoral.

Os eleitores foram chamados às urnas, este domingo, para escolher o chefe de Estado, três vice-presidentes, 128 deputados para o Parlamento Nacional e 20 para o Parlamento Centro-Americano, além de 298 autarcas.

O escrutínio foi acompanhado por uma missão internacional de observadores. A eurodeputada Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, liderou a missão de observação eleitoral da União Europeia. Enquanto, o eurodeputado José Inácio Faria, do Partido da Terra, liderou a missão de observação do Parlamento Europeu.

Com 8,6 milhões de habitantes, as Honduras são um dos países mais pobres da América Latina.