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Papa evita termo "rohingya" na visita a Myanmar

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Papa evita termo "rohingya" na visita a Myanmar

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Se havia palavra que muitos esperavam que o Papa Francisco pronunciasse na sua visita a Myanmar, era provavelmente "rohingya". Mas não aconteceu, pelo menos não publicamente no encontro que teve com Aung San Suu Kyi.

Primeiro, a líder birmanesa, que tem visto serem-lhe retirados alguns prémios internacionais pela gestão da crise da minoria muçulmana , declarou que "numa altura em que se enfrentam questões sociais, económicas e políticas que têm destruído a confiança, o entendimento, a harmonia e a cooperação entre diferentes comunidades no Estado de Rakhine, tem sido impagável o apoio do povo e dos amigos do país, que só querem ver os birmaneses alcançarem os seus objetivos".

O Sumo Pontífice apelou, por sua vez, ao "respeito por todos os grupos étnicos", salientando que "o árduo processo de construção da paz e da reconciliação nacional só pode avançar através do respeito pela justiça e pelos direitos humanos".

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU vai reunir-se numa sessão extraordinária, facto raro, a pedido do Bangladesh e da Arábia Saudita - entre outros -, no próximo dia 5 de dezembro para debater a situação da minoria rohingya.

Segundo o correspondente da euronews, Claudio Lavanga, "a escolha criteriosa de palavras que Francisco utilizou terá sido uma desilusão para aqueles que esperavam que seguisse o caminho dos Estados Unidos e da ONU, que chamaram à perseguição dos rohingya uma 'limpeza étnica'. Mas, ao mesmo tempo, há esperança que o apelo de Francisco ao respeito pelos direitos humanos de todos os habitantes de Myanmar tenha finalmente uma resposta".