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Rússia adia lançamento do primeiro satélite de Angola

Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação de Angola tinha dito na segunda-feira que a preparação do AngoSat-1 está "na reta final", mas escusou-se a avançar a data concreta do lançamento revelada agora pela RSC Energia

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Rússia adia lançamento do primeiro satélite de Angola

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O lançamento do AngoSat-1, o primeiro satélite angolano, previsto para 07 de dezembro, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, foi afinal adiado para 26 de dezembro de 2017. A revelação partiu do consórcio russo responsável pela construção, liderado pela RSC Energia.

Uma informação da RSC Energia, consultada esta terça-feira pela Lusa, refere que já foi concluída uma verificação pós-embarque das baterias de iões de lítio do satélite e as operações finais com o veículo de lançamento Zenit-2.

Não são contudo adiantadas explicações para este adiamento, tendo em conta o prazo anteriormente definido e divulgado pela empresa estatal russa RSC Energia, que garante apenas que o lançamento está agora "agendado para 26 de dezembro de 2017".

O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, disse na segunda-feira que a preparação do AngoSat-1 está "na reta final", mas escusou-se a avançar uma data concreta para o lançamento.

A Lusa noticiou a 03 de outubro, citando informação das autoridades espaciais russas que o lançamento do AngoSat-1, que vai garantir a utilização comercial para telecomunicações nacionais e internacionais, estava previsto para 07 de dezembro, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

A 01 de novembro, o ministro confirmou que o lançamento do satélite seria feito em dezembro, nas "datas indicativas", mas depois de outros atrasos anteriores.

"Está andar muito bem, estamos na sua fase final, na fase da final da integração do satélite como tal com o veículo que o vai transportar para órbita. E esta é a fase mais delicada e mais sensível do projeto", explicou o ministro, esta segunda-feira, em Luanda.

Questionado pelos jornalistas sobre datas para o lançamento, o ministro não se comprometeu: "Estamos de facto nessa reta final. E tão logo terminemos isso nós faremos exatamente o anúncio da data da colocação do satélite em órbita", disse José Carvalho da Rocha.

De acordo com informação anterior das autoridades de Moscovo, o lançamento do satélite, construído por um consórcio estatal russo, seria feito com recurso ao foguete ucraniano Zenit-3SLB, envolvendo ainda a Roscosmos, empresa estatal espacial da Rússia, que controla também a RSC Energia.

O lançamento tem sido sucessivamente adiado e chegou a estar previsto para setembro último, sendo um projeto que estava avaliado, em 2013, em 37 mil milhões de kwanzas (cerca de 190 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

A construção do satélite arrancou a 19 de novembro de 2013, cerca de 12 anos depois de iniciado o processo. Essa construção deveria prolongar-se por 36 meses, calendário que o Governo angolano garantiu anteriormente estar a ser cumprido integralmente.

O AngoSat-1 vai disponibilizar serviços de telecomunicações, televisão, internet e governo eletrónico, devendo permanecer em órbita "na melhor das hipóteses" durante 18 anos.

O primeiro satélite angolano deverá cobrir todo o continente africano e uma parte da Europa, tendo o principal centro de controlo em Korolev, na Rússia, e outro em Luanda.