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França pede sanções contra escravatura na Líbia

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França pede sanções contra escravatura na Líbia

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O vídeo que comprova a venda de migrantes como escravos na Líbia chocou o mundo e despertou as consciências políticas. A França propõe que os responsáveis sejam julgados para ajudar as autoridades líbias a controlar o fenómeno.

A questão esteve em análise na reunião desta terça-feira do Conselho de Segurança das Nações Unidas:

O vice-emabixador sueco, Carl Skau, lembrou que "todos os Estados têm a obrigação de prevenir, dissuadir e penalizar o crime de escravatura”, acrescentando: “Continua a ser proíbido e pode ser considerado um crime contra a Humanidade”. Condenamos firmemente este tipo de atos".

Os 15 países membros expressaram horror face às imagens mostradas pelos media.

Serge Oulai, um migrante da Costa do Marfim, agora de regresso ao seu país, conta: “Assim que chegamos à Líbia, a primeira coisa que acontece é que alguém nos leva e somos vendidos. Os nossos irmãos negros da África Ocidental, de onde quer que venham - Mali, Senegal ou qualquer outra nacionalidade do ocidente, mesmo da Costa do Marfim - são vendidos"

As imagens que chocaram o mundo foram divulgadas pela estação de televisão norte-americana, CNN, numa reportagem num mercado de escravos na Líbia. Nas imagens via-se um homem negro a ser vendido por 400 dólares para ir trabalhar numa quinta.

Vindos de toda a África, os migrantes são detidos na Líbia onde tentam atravessar o mar em direção Itália.