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VIH/Sida: 37 milhões de infetados em todo o mundo

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VIH/Sida: 37 milhões de infetados em todo o mundo

VIH/Sida: 37 milhões de infetados em todo o mundo
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A ONU alerta que os homens estão mais vulneráveis a morrer com doenças relacionadas com o VIH/ Sida.

Segundo o novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre VIH/Sida (UNAIDS), divulgado esta sexta-feira, em que se assinala o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, menos de metade dos homens infetados, em todo o mundo, está em tratamento, em comparação com 60% das mulheres.

O documento revela que na África subsariana, por exemplo, é 20% menos provável que homens e rapazes com VIH saibam da sua condição, em comparação com as mulheres.

É, também, neste continente que se concentra o maior número de novos casos de infeção por VIH/Sida.

Exemplo disso, em Moçambique, entre 2009 e 2015, o número de pessoas infetadas subiu de 11,5% para 13,2%. Segundo o Ministério da Saúde moçambicano, as mulheres são o grupo mais atingido com uma taxa de prevalência de 20,5%, contra 12,3% entre os homens.

Uma tendência registada, também, em Angola. De acordo com a Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida, cerca de 96 mil pessoas estão a ser tratadas, estimando que muitas mais estarão infetadas.

Do outro lado do Atlântico, também o Brasil tem registado um aumento do número de pessoas infetadas com o VIH/Sida. O país, que outrora foi apontado como um exemplo na luta contra a doença, registou um aumento da população infetada entre 2010 e 2015, de 700 mil para 830 pessoas, de acordo com dados da ONU. No país, morrem cerca de 15 mil pessoas em sequência da doença, todos os anos.

A ONU estima que haja cerca de 37 milhões de pessoas infetadas em todo o mundo, mais de dois milhões são adolescentes.

A Organização estima que desde que foi identificada, em 1981, a doença tenha matado 35 milhões de pessoas.

Quase quatro décadas depois, o número de novos casos registados em 2016 ronda os dois milhões em todo o mundo, ou seja, 5 mil novos casos por dia.

Nos jovens a situação é mais preocupante. De acordo com a UNICEF, em 2016, a cada hora, 18 crianças foram infetadas com o vírus da Sida, em todo o mundo.

A Europa mantém a tendência decrescente de novos casos de infeção. Exemplo disso, em 2016, Portugal registou 1030 novos casos, anunciou o o INSA - Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (há 56.001 casos de infeção por VIH) e França 6000. Em contraciclo, está a Hungria.

"Parece-me que a atenção pública se afastou da SIDA, uma vez que esta doença pode ser bem tratada e os pacientes podem sobreviver mais 40-50 anos. As campanhas de proteção contra esta doença são mais fracas e os novos dados mostram isso, porque o número de novas pessoas infetadas pelo VIH, na Hungria, não está a diminuir. São entre 2 mil e 3 mil novos casos, por ano ", afirma o infetologista húngaro, János Szlávik.

O jornalista da euronews, Gábor Ács, relata: "Existem medicamentos eficazes, mas há muitas pessoas que nunca fizeram o teste do VIH, chegando ao hospital muito tarde, quando a doença está, já, num estágio muito avançado, tornando-se impossível ajudá-las. A única maneira de evitar isso é fazer o teste, regularmente.".