This content is not available in your region

Crise dos rohingya: "Podemos falar em genocídio"

Access to the comments Comentários
De  Antonio Oliveira E Silva
Crise dos rohingya: "Podemos falar em genocídio"

<p>Zeid Raad al-Hussein, O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, diz que as autoridades birmanesas poderiam ser consideradas culpadas do crime de genocídio contra a minoría ronhingya.</p> <p>Segundo o Alto Comissário para os Direitos Humanos da <span class="caps">ONU</span>, vários grupos de pessoas continuavam a abandonar o estado birmanês de Rakhine, apesar do acordo entre o Bangladesh e Myanmar (antiga Birmânia).<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Rohingya?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Rohingya</a>: “Can anyone rule out that elements of genocide may be present? This is a legal determination only a competent court can make. But the concerns are extremely serious & call for access to be immediately granted for further verification” <a href="https://twitter.com/hashtag/Zeid?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Zeid</a> <a href="https://t.co/W7YqwaVolz">https://t.co/W7YqwaVolz</a> <a href="https://t.co/w3l5StbwEK">pic.twitter.com/w3l5StbwEK</a></p>— UN Human Rights (@UNHumanRights) <a href="https://twitter.com/UNHumanRights/status/938068113320480768?ref_src=twsrc%5Etfw">5 de dezembro de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p><br /> Para Zeid Raad al-Hussein, os mais de 620 mil refugiados rohingya não deveriam abandonar os campos onde se encontram sem que houvesse garantia de que o seu regresso seria feito em segurança.</p> <p>Durante uma sessão especial do Alto Comissariado da <span class="caps">ONU</span> para os Direitos Humanos, centrada na questão dos rohingya, o embaixador de Myanmar disse que o acordo com o vizinho Bangladesh iria permitir que, “dentro de dois meses”, deixassem de existir campos de refugiados.</p> <p>O encontro teve lugar em Genebra e foi levado a cabo a pedido do Bangladesh.<br /> <br /> <strong>Alto Comissário fala em “atos deliberados”</strong><br /> <br /> Zeid Raad al-Hussein descreveu a existência do que descreveu atos deliberados e como “barbaridades” cometidas contra os rohingya.</p> <p>Terão sido queimadas pessoas dentro de suas casas, assassinadas crianças e adultos e alvejados grupos de pessoas quando tentavam fugir. O Alto Comissário referiu ainda a prática de violações de mulheres e crianças.</p> <p>Zeid Raad al-Hussein pediu ao Alto Comissariado que referisse, à Assembleia Geral das Nações Unidas, a necessidade de estabelecer um mecanismo para ajudar investigações por alegados crimes cometidos. <br /> <br /> <strong>Myanmar impede acesso de investigadores a Rakhine</strong><br /> <br /> Até ao momento, Myanmar tem impedido o acesso de investigadores independente ao estado de Rakhine, onde vivem os rohingya.</p> <p>No entanto, o Governo birmanês continua a negar qualquer tipo de atrocidades contra os rohingya.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">“Refusal by intl + local actors to even name the Rohingyas as Rohingyas – to recognise them as a community & respect their right to self-identification – creates a shameful paradox. They are denied a name, while being targeted for being who they are” <a href="https://twitter.com/hashtag/Zeid?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Zeid</a> <a href="https://t.co/Rl7mC7H6eK">https://t.co/Rl7mC7H6eK</a> <a href="https://t.co/IrbrmrY2CE">pic.twitter.com/IrbrmrY2CE</a></p>— UN Human Rights (@UNHumanRights) <a href="https://twitter.com/UNHumanRights/status/938083244389621760?ref_src=twsrc%5Etfw">5 de dezembro de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>