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Hamas define decisão americana como declaração de guerra

Ismail Haniyeh já havia reagido à decisão de Donald Trumpo reconhecer Jerusalém como capital de Israel com o apelo a uma "intifada" e agora acentua a animosidade contra o Presidente dos EUA.

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Hamas define decisão americana como declaração de guerra

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O líder do Hamas reforça o apelo à revolta contra Israel definindo a declaração dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital do Estado hebraico como uma declaração de guerra.

Esta quinta-feira, Ismail Haniyeh voltou a dirigir-se aos seguidores na Faixa de Gaza e pode ter espoletado o início de uma nova "intifada" violenta.

"A decisão americana é uma agressão contra o nosso povo e uma declaração de guerra contra o santuário do povo palestiniano, o santuário islâmico e cristão no coração da Palestina. Esta decisão representa a sepultura do acordo de Oslo e, antes de prosseguir com o processo dos colonatos, a Autoridade Palestiniana deve ter a coragem e a responsabilidade de declarar o fim do compromisso com este injusto acordo", afirmou Ismail Haniyeh.

As manifestações contra a decisão americana prosseguem na Faixa de Gaza. Está em curso um apelo à resistência palestiniana.

"Não vamos abdicar de Jerusalém", garantiu uma manifestante de Gaza, acrescentando: "Sacrificámos os nossos filhos e as nossas vidas para defender esta terra. Não vamos ceder nem sequer o mais pequeno pedaço dela." Outro manifestante deixou um apelo aos países vizinhos árabes. "Peço aos líderes dos países árabes para pararem de brincar connosco e que acordem. Vamos protestar por todo o lado aqui em Gaza e por toda a Cisjordânia. Vamos disparar roquetes daqui", ameaçou.

Israel anunciou, entretanto, ter recorrido disparado contra duas posições palestinianas na Faixa de Gaza em resposta ao lançamento de três roquetes para o território israelita.