Última hora

Última hora

"Vaga" de independentistas catalães protestam em Bruxelas

Com o slogan "Europa acorda: Democracia para a Catalunha ", cerca de 45 mil pessoas desfilaram, quinta-feira, pelo chamado bairro europeu de Bruxelas.

Em leitura:

"Vaga" de independentistas catalães protestam em Bruxelas

Tamanho do texto Aa Aa

Com o slogan “Europa acorda: Democracia para a Catalunha “, cerca de 45 mil pessoas desfilaram, quinta-feira, pelo chamado bairro europeu de Bruxelas, de acordo com dados da polícia belga.

Os independentistas da Catalunha deslocaram-se de carro, autocarro e avião para criticar o que classificam de indiferença das instituições europeias à alegada violação de direitos civis naquela região espanhola.


“Queremos uma Europa que não permita que um Estado exerça violência de Estado, que coloque políticos na prisão e que durante uma campanha eleitoral haja candidatos que estão presos”, disse Marta Rovira, vice-presidente do partido Esquerda Republicana de Catalunha, cujo líder está preso.

Um dos manifestantes afirmou que “há uma indiferença insultante. A Europa ignora os direitos de parte dos europeus”.

O ex-líder catalão, refugiado em Bruxelas, Carles Puigdemont, também participou na manifestação usando um cachecol amarelo, que se tornou a cor dos independentistas.


A iniciativa foi organizada pela ANC e a Omnium cultural, duas associações que organizaram todos os comícios independentistas na Catalunha e cujos líderes, conhecidos como os “Jordis”, também estão presos.

A correspondente da euronews em Bruxelas, Ana Lazaro, disse que “esta demonstração de força do movimento independentista catalão no coração da Europa tem uma mensagem cada vez mais anti-europeia”.


Os pró-independentistas já contaram com o apoio, no terreno, de vários membros do N-VA, o partido independentista da Flandres (região neerlandesa da Bélgica), que em comunicado escreveu que “Hoje somos todos catalães”.

A tentativa de criar na Catalunha um Estado soberano e independente de Espanha terminou com a intervenção judicial do governo central na região, o que levou o então presidente do governo regional e outros governantes a refugiarem-se em Bruxelas.

Uma dezena de líderes separatistas estão a ser investigados pela justiça espanhola por alegados crimes de rebelião, sedição e peculato.