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Jerusalém: confrontos depois da oração provocam dezenas de feridos

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Jerusalém: confrontos depois da oração provocam dezenas de feridos

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Primeiro a oração. Centenas de muçulmanos concentram-se junto à mesquita de Al Aqsa, em Jerusalém, para a tradicional oração de sexta-feira.

Seguiram-se vozes de protesto contra a decisão de os Estados Unidos reconhecerem Jerusalém como capital de Israel. Várias bandeiras do Estado hebraico foram queimadas sob o olhar atento de militares israelitas que tentaram dispersar a multidão com recurso a canhões de água e a gás lacrimogéneo.

Os palestinianos consideram que Donald Trump foi longe demais e prometem não baixar os braços.

"Nem Trump, nem um milhão como ele nos vão fazer vergar. Este é o nosso país, Jerusalém é a nossa terra não a vamos abandonar. Mesmo que toda a América venha para aqui não nos vai destabilizar. Os mais pequenos estão de pé e essas ações só vão reforçar a nossa determinação. a mesquita de Al-Aqsa é nossa, Jerusalém é nossa e vamos defendê-la com o nosso sangue" refere um homem.

"Não fizemos nada. Viemos em paz, apenas, para rezar. Estávamos a caminhar e atiraram-nos com água e o exército atacou-nos" acrescenta uma palestiniana.

As manifestações, também, se estenderam à Faixa de Gaza. De acordo com as últimas informações os confrontos com os militares israelitas provocaram dezenas de feridos e pelo menos um morto.

O emissário das Nações Unidas para o Médio Oriente, Nickolay Mladenov já disse estar "muito inquieto com risco de uma escalada da violência" e pediu aos líderes mundiais para que ajudem a restabelecer a calma na região.