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Oposição venezuelana espera mais sanções da UE contra o regime

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Oposição venezuelana espera mais sanções da UE contra o regime

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A Oposição Democrática na Venezuela espera maior intervenção da União Europeia contra o regime de Nicolas Maduro, disse Antonio Ledezma à euronews.

O ex-presidente da câmara de Caracas (capital venezuelana), foi feito preso político em 2015, mas conseguiu, entretanto, fugir para Espanha.

Antonio Ledezma é um dos laureados com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2017, atribuído pelo Parlamento Europeu.

“Tal como o Canadá e os EUA, que não aplicaram sanções contra o país, mas contra certos indivíduos, nomeadamente ligados ao tráfico de drogas, à corrupção, à violação dos direitos humanos, a União Europeia também deveria seguir esse caminho”, disse em entrevista à euronews, na véspera de receber o galardão, em Estrasburgo.

“Penso que o facto da União ter decretado um embargo de armas, que o governo de Nicolás Maduro usa para cometer crimes contra os direitos humanos, já foi um avanço significativo”, acrescentou.


No passado domingo, o Presidente Maduro anunciou que os partidos que não participaram nas recentes eleições municipais, tendo defendido a abstenção, vão ficar impedidos de participar nas próximas presidenciais.

Os três principais partidos da oposição tinham justificado o boicote com a falta de confiança no Conselho Nacional Eleitoral.

Os galardoados com o Prémio Sakharov 2017 são a Assembleia Nacional (Julio Borges) e todos os prisioneiros políticos enumerados na lista do “Foro Penal Venezolano”, representados por Leopoldo López, Antonio Ledezma, Daniel Ceballos, Yon Goicoechea, Lorent Saleh, Alfredo Ramos e Andrea González.

“Este prémio não reconhece apenas a luta corajosa da Oposição Democrática na Venezuela. O Parlamento Europeu deseja também homenagear o povo venezuelano: todos os que foram presos por expressar a sua opinião, os que lutam para sobreviver diariamente por causa de um regime brutal, as famílias de luto porque perderam os seus entes queridos em meses de protestos ininterruptos pela liberdade”, disse o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, quando foi anunciada a escolha, a 26 de outubro.