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Prémio Sakharov "é para todos os venezuelanos"

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Prémio Sakharov "é para todos os venezuelanos"

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O Prémio Sakharov de Liberdade de Pensamento “é para todos os venezuelanos”, disse Julio Borges, ex-presidente da Assembleia Nacional e um dos galardoados, quarta-feira, na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

A distinção em 2017 foi para os membros da Oposição Democrática na Venezuela, mas como vários dos distinguidos são presos políticos, coube aos seus familiares representá-los na sessão solene.

Borges disse, ainda, que queria, especialmente, “homenagear os 157 jovens mortos pela brutal repressão do governo nos protestos pacíficos”.


“Ao conceder este prémio, defendemos as constituições, as instituições, a separação de poderes. E essa é a base da democracia”, disse Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu.

A escolha do premiado é, habitualmente, bastante consensual, mas este ano recebeu o voto contra da família política da esquerda radical, na qual se incluem eurodeputados comunistas portugueses.

“Dar o prémio aos partidos políticos da oposição democrática significa que se está a interferir na situação na Venezuela e esse não é o objetivo do prémio Sakharov”, disse, à euronews, Gabriele Zimmer, líder desse grupo.


O prémio pecuniario é de 50 mil euros e será usado para apoiar os mais de 300 opositores que estão presos, segundo os galardoados que proferiram os discursos de agradecimento, Julio Borges e Antonio Ledezma.

Os outros agraciados (representados por familiares) foram: Leopoldo López, Antonio Ledezma, Daniel Ceballos, Yon Goicoechea, Lorent Saleh, Alfredo Ramos and Andrea González.

O prémio foi estabelecido em 1988 para distinguir indivíduos que deram um contributo excecional para a luta em defesa dos direitos humanos em todo o mundo.