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Alemanha tenta evitar condenação de jovem no Iraque

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Alemanha tenta evitar condenação de jovem no Iraque

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Linda Wenzel era até ao ano passado apenas mais uma adolescente na pequena localidade alemã de Pulsnitz, no estado da Saxónia. No início de 2016 foi recrutada online por elementos ligados ao Estado Islâmico e fugiu de casa no verão. Da Alemanha até ao Iraque, passando pela Turquia e pela Síria, a jovem de 17 anos acabou por casar com um combatente de origem tchechena que faleceu na batalha da terceira maior cidade iraquiana.

A sua captura em julho pelo exército iraquiano pôs fim ao mistério do seu desaparecimento, mas iniciou um novo problema: pela lei do Iraque, Linda pode ser condenada à morte, algo que a família e as autoridades alemãs tentam a todo o custo evitar.

"Não sei porque tive a estúpida ideia de me juntar ao Estado Islâmico. Estragou a minha vida", confessou a jovem numa entrevista à imprensa germânica.

Num tribunal de Bagdad, Linda recebeu a visita da mãe, Katharina, e da irmã, Miriam. Com o olhar vazio, descreve a sua vida sob o Estado Islâmico e só pensa em voltar para a Alemanha. No entanto, o processo de tentativa de extradição arrasta-se e à sua espera pode estar também uma acusação de associação a uma organização terrorista.

"A nossa opinião é de que as mulheres que se juntam a essa organização terrorista estrangeira estão a apoiar a estrutura interna do chamado Estado islâmico e, por isso, encorajam uma organização terrorista. Mas, no final, esta questão deve ser resolvida pelo Supremo Tribunal Federal de Justiça", afirmou o procurador-geral alemão, Peter Frank.

Nos últimos anos, centenas de pessoas deixaram a Alemanha para se juntarem ao Daesh, dezenas das quais menores.