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Tusk felicita "calorosamente" Kurz

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Tusk felicita "calorosamente" Kurz

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Muito conhecido em Bruxelas desde os seus tempos de chefe da diplomacia, Sebastian Kurz deverá ser recebido “calorosamente” enquanto novo líder da Áustria, segundo indica a carta de felicitações do presidente do Conselho Europeu.

“Em nome do Conselho Europeu, gostaria de cumprimentá-lo calorosamente sobre a sua nomeação como Chanceler da Áustria. Espero que o governo austríaco continue a desempenhar um papel construtivo e pró-europeu na União Europeia”, dizia o início da missiva de Donald Tusk.

Isto, apesar de Sebastian Kurz chefiar um governo coligado com um partido extrema-direita, anti-imigração.

“Está muito claro que o atual governo austríaco vai ter uma posição mais rígida sobre a migração e que essa é uma prioridade muito importante porque é um elemento de grande ligação entre os dois partidos da coligação”, disse, à euronews, Dave Sinardet, cientista político na Universidade Livre de Bruxelas (VUB, flamenga).

“E não se trata apenas de uma prioridade na política doméstica austríaca mas será, também, claramente, uma prioridade nas políticas que defenderão na União Europeia”, acrescentou.


Há 17 anos, um governo austríaco de coligação com os mesmos dois partidos foi alvo de sanções por parte dos Estados-membros.

Um cenário que parece estar agora afastado, mesmo estando em curso processos contra a Polónia, a Hungria e a República Checa, países criticados por não receberem migrantes e refugiados.

“Isto é um pouco questionável, porque parece sugerir que, para a União Europeia, os partidos de extrema-direita são só um problema se governarem Estados-membros antieuropeístas, mas que não o são quando estão em governos que são a favor da União Europeia”, refere o cientista político.


Gianni Pittela, líder da família socialista no Parlamento Europeu, não descarta a opção das sanções, mesmo sabendo que caberá à Áustria presidir à União Europeia no segundo semestre de 2018, obtendo muita margem de manobra para influenciar a agenda política europeia.

O novo primeiro-ministro austríaco guardou para si a pasta dos Assuntos Europeus e deverá abordar o tema na visita Bruxelas, terça-feira, para falar com os líderes das instituições.