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Rajoy recusa eleições antecipadas e promete esforço para dialogar

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Rajoy recusa eleições antecipadas e promete esforço para dialogar

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O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, afastou hoje o cenário de convocação de eleições antecipadas em Espanha, depois da pesada derrota do Partido Popular (PP) nas eleições na Catalunha, que deram esta quinta-feira a vitória ao Ciudadanos e a maioria no parlamento regional aos partidos pró-independência.

Numa conferência de imprensa em Madrid, Rajoy recordou que a legislatura é para cumprir até 2020 e não quis fazer leituras nacionais do voto entre os catalães: "Não tenho nenhuma intenção de adiantar as eleições gerais."

Depois de ver o seu PP conseguir apenas três dos 135 deputados, o chefe do executivo assumiu que os números foram "negativos" e que "ninguém está contente" no partido. Porém, Rajoy fez também questão de enumerar o que diz ser a perda de representatividade dos partidos independentistas desde 2010, em que tinham 76 assentos, para os 70 ontem atribuídos pelos votos nas urnas.

"Ninguém pode falar pela Catalunha sem representar toda a Catalunha. A Catalunha não é monolítica, é plural", afirmou Rajoy, alertando para os custos sociais da divisão na região autónoma: "A fratura que o extremismo exerceu sobre a sociedade catalã é muito grande e vai demorar a sarar. Confio que a Catalunha vá abrir uma porta ao diálogo e não ao conflito, à cooperação e não à imposição, à pluralidade e não à unilateralidade."

Sem nunca mencionar o nome de Carles Puigdemont, o presidente do governo respondeu ao pedido de diálogo do ex-presidente catalão com uma certeza: "Com quem teria de falar seria com a senhora Arrimadas, que é quem venceu as eleições". Mas confrontado com a eventual investidura de Puigdemont como novo presidente do governo na Catalunha, Rajoy adotou uma resposta mais institucional. "Tenho de falar com a pessoa que vier a exercer a presidência da Generalitat", acrescentou.

No entanto, o líder do executivo assumiu que estas eleições abriram também uma nova etapa de diálogo e que vai fazer um esforço para falar com o novo governo catalão, mas sem nunca colocar em causa a constituição do país ou o primado da lei. Já sobre o futuro da regiao autonómica, Mariano Rajoy declarou que o artigo 155, que suspendeu a autonomia, deixará de ser aplicado com a formação de um novo governo.