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Perdão a Alberto Fujimori gera revolta no Peru

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Perdão a Alberto Fujimori gera revolta no Peru

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Foi na cama de uma clínica da capital Lima que o antigo presidente do Peru, Alberto Fujimori, tomou conhecimento do indulto concedido pelo atual presidente, Pedro Pablo Kuczynski. A decisão, que está já a agitar o país, colocou assim um ponto final na pena de 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade que Fujimori cumpria desde 2009.

Embora Kuczynski tenha apresentado a medida como um gesto humanitário face à saúde frágil de Fujimori, são cada vez mais as vozes que defendem que tudo não passou de um acordo para evitar a destituição do atual presidente.

O chefe de estado chegou ao poder em 2016, depois de ter vencido nas eleições a filha do ex-ditador, Keiko Fujimori, e superou na semana passada uma moção apresentada pela oposição para o destituir por causa das ligações à construtora brasileira Odebrecht.

Para o conseguir, Kuczynski contou com o apoio de deputados do Força Popular, o partido liderado por Keiko Fujimori, chegando o perdão presidencial apenas três dias depois.

O indulto a Fujimori já mereceu a condenação da organização Human Rights Watch e está a ser recebido com fortes protestos pela sociedade.

Os familiares das vítimas do regime de Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000, anunciaram que vão recorrer às instâncias internacionais para anular o indulto e exigir que o antigo ditador, de 79 anos, cumpra a pena na íntegra.