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Protesto assinala morte de polícias no Rio de Janeiro

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Protesto assinala morte de polícias no Rio de Janeiro

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O aumento da violência no Rio de Janeiro preocupa a população, mas também os que lidam com um conflito urbano de carácter permanente: os agentes das forças de segurança. 

Os assaltos e o tráfico de droga matam mais no Brasil do que guerras civis de alguns países.  Muitos que perdem a vida são polícias, na linha da frente de uma guerra não declarada das grande metrópoles brasileiras, como o Rio ou São Paulo.

Desde 1990 morrem, só no Rio de Janeiro, mais de 100 agentes todos os anos, seja durante operações policiais, seja fora das horas de trabalho. Muitas vezes, decidem intervir quando ocorrem crimes e são testemunhos. Noutros casos, são abatidos por vingança ou apenas porque os criminosos encontram um alvo fácil.

Quase 300 polícias mortos em dois anos 

Em 2016, os números apontam para 146 polícias assassinados no Rio. Este ano, foram 132, mortes que os familiares e os amigos, assim como os profissionais do setor, dizem que poderiam ter sido, em muitos casos, evitadas. 

Esta quarta-feira, a Organização Não Governamental Rio de Paz, lançou uma homenagem aos polícias mortos no Rio este ano. Decidiram pendurar uniformes com tinta vermelha, que significa o sangue, e rosas vermelhas. Marcaram presença no evento companheiros e familiares dos mortos, como Vera Souza, que perdeu o filho, um agente:

"O meu filho foi o 11º a morrer este ano fora, até agora, 132. Não sei quanto mais morrerão até dia 31 de dezembro. Mas as autoridades não querem saber. Mandam-nos para as ruas sem armamento apropriad", explicou.

"Os Direitos Humanos não podem escolher lados"

Os participantse no evento recordaram os nomes dos agentes mortos este ano. Antonio Costa, da ONG Rio de Paz diz que a violencia no Rio é sofrida por todos e não só pelas vítimas dos assaltos, de balas perdidas ou pelos familiares de quem comete atos violentos. E muitos esquecem-se dos agentes das forças de ordem:

"Este ano, já morreram 132 agentes no estado do Rio de Janeiro. Algo que acontece todos os anos. A luta pelos Direitos Humanos não pode escolher lados nem pode ser seletiva", explicou Costa.

O Rio de Janeiro continua a ser uma das cidades mais perigosas para os polícias em toda América Latina. A crise económica e a instabilidade no maior país da América do Sul mais não fizeram do que contribuir para o aumento da violência.