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Hungria e Irlanda opõem-se à harmonização fiscal na UE

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Hungria e Irlanda opõem-se à harmonização fiscal na UE

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A Hungria e a Irlanda opõem-se a qualquer tentativa de harmonização fiscal e de alteração da legislação empresarial na União Europeia. Uma posição comum assumida na quinta-feira em Budapeste pelo primeiro-ministro húngaro Viktor Orban e o seu homólogo irlandês, Leo Varadkar.

"A tributação é uma componente importante da concorrência. Reduzir os impostos é geralmente uma boa política e não queremos ver nenhuma regulamentação na União Europeia que ate as mãos à Hungria quanto à política fiscal", disse Viktor Orban.

Para o primeiro-ministro da Irlanda, "A economia europeia seria mais forte se houvesse concorrência entre os Estados-membros. Os nossos governos partilham a ideia de que precisamos de manter a concorrência entre os Estados-membros em termos de política fiscal e reiteramos um compromisso comum com a soberania fiscal."

A Hungria, cuja economia é altamente dependente do investimento estrangeiro, tem a taxa de imposto sobre empresas mais baixa da União Europeia, de 9%. A Irlanda mantém um imposto sobre as sociedades particularmente baixo, a 12,5%. 

Em novembro, o Comissário Europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, anunciou que a Comissão Europeia está a considerar o recurso aos seus poderes extraordinários para impedir que os Estados membros usem o poder de veto em questões fiscais.