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"Guerra da Marijuana" aberta nos EUA

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"Guerra da Marijuana" aberta nos EUA

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REUTERS/Jason Redmond
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Foram de pouca dura as celebrações da legalização do uso recreativo da marijuana da Califórnia no primeiro dia do ano.

A indústria da canábis sofreu grandes tombos nas bolsas de valores norte-americanas depois do anúncio do procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, de revogar das regras criadas por Barack Obama que davam aos Estados maior liberdade para regular o uso da droga

O departamento de Justiça justifica a necessidade de "regressar ao estado de direito para combater um flagelo do consumo de drogas que leva ao aumento do crime violento".

Para já são oito os Estados que autorizam o uso recreativo com a Califórnia, que aderiu ao clube no dia 1, a preparar-se para ser o maior mercado interno norte-americano.

O machado da guerra foi desenterrado. Não só pelas indústria, mas também na classe política, incluindo no próprio partido republicano de Donald Trump.

O senador republicano Cory Garner exige explicações por parte da Casa Branca.

"É preciso uma explicação à industria, aos eleitores do Colorado que votaram pela legalização, para percebermos porque o departamento de justiça recuou na palavra", afirma.

Vendas na indústria da Marijuana em ascenção meteórica

Mas para os que apoiam a decisão da administração norte-americana, este é um bom momento para regular uma indústria que, acreditam, provoca mais mal do que bem.

"Se olharmos para as receitas do tabaco e do álcool, por cada dólar arrecadado em impostos, e são bem tributados, gastamos 10 dólares em custos sociais. Já estamos a observar um padrão semelhante no Colorado, no Estado de Washington e locais onde começaram a comercializar a marijuana", diz Will Jones, da ONG SAM (Smart Approach on Marijuana).

Um assunto quente que promete dar que falar num setor que gerou 8 mil milhões de dólares em vendas, no ano passado, e que se prepara para chegar aos 23 mil milhões dentro de dois anos, para lá da criação de mais de 280 mil empregos.