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Trump ameaça Bannon com ação judicial

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Trump ameaça Bannon com ação judicial

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Os advogados do presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçaram na quinta-feira o ex-conselheiro da Casa Branca, Steve Bannon, com uma ação judicial por difamação.

Tudo por causa de revelações sobre Trump e a Casa Braca publicadas no livro "Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump", do jornalista Michael Wolff. No livro, Bannon considera um ato de "traição" o encontro do filho mais velho de Trump, Donald Trump Jr., e do genro, Jared Kushner, com uma advogada ligada ao Kremlin, na Trump Tower, em Nova Iorque, em junho de 2016. Revela também que a política dos Estados Unidos no Médio Oriente é refém do lobby militarista israelita de direita. Dois homens influenciam as decisões da administração Trump: o primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu e o magnata judeu Sheldon Adelson, dono de casinos em Las Vegas, Singapura e Macau, que injetou 25 milhões de dólares na campanha de Donald Trump e financia o diário israelita Israel Today.

Na quinta-feira, Bannon deitou água na fervura, afirmando, durante o programa de rádio que apresenta, que "o presidente dos Estados Unidos é um grande homem" e que continua a apoiá-lo. Trump comentou que o ex-conselheiro parece ter mudado rapidamente de atitude.

Resultado de mais de 200 entrevistas, incluindo conversações entre Trump e responsáveis da Casa Branca, o livro refere que Trump nunca acreditou que iria ganhar a corrida presidencial em 2016.

Segundo o filho mais velho, quando se confirmou a vitória, Trump parecia alguém que viu um fantasma e Melania estava em lágrimas.

Em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que o presidente ficou furioso: "Penso que furioso e enojado são as palavras certas, considerando as alegações ultrajantes e totalmente falsas sobre o Presidente, a sua administração e a sua família."