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Brexit: eurocético Farage pressiona Barnier

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Brexit: eurocético Farage pressiona Barnier

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Nigel Farage, eurodeputado e ex-líder do partido britânico UKIP, reuniu-se, segunda-feira, com Michel Barnier, principal negociador do Brexit pela União Europeia.

O político eurocético diz-se preocupado com a falta de pulso do lado britânico, sobretudo no que se refere ao tema da migração.

“Seja lá o que for que o governo discutiu durante as negociações do Brexit, certo é que não se ouviu quase nada sobre migração e controlos fronteiriços. A estimativa mais otimista aponta para seis anos entre o referendo e a possibilidade de acabar com a política de porta aberta para o resto da União Europeia”, disse Farage, à entrada para a reunião, em Bruxelas.


O Twitter foi palco de inúmeras reações sobre a reunião: algumas mensagens foram de indignação por Farage ter sido recebido, outras mostravam apreço por o político ter confrontado Barnier.

Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão Europeia, não comentou o teor da reunião, mas disse que “Michel Barnier, tal como o presidente Jean-Claude Juncker no passado, sempre se mostrou disponível para ter reuniões com os membros do Parlamento Europeu ou com outras partes interessadas neste processo”.


Farage quer, também, que o governo de Theresa May não se deixe pressionar demasiado durante a segunda fase das negociações, que vão começar em breve.

“No que se refere às perspetivas para um futuro acordo comercial, Barnier parece disposto a fazer concessões nos produtos. Não é de espantar, porque os europeus vendem-nos muito mais produtos do que nós a eles. Mas nos serviços, sobretudo financeiros, Barnier mostrou-se mais relutante”, disse, à euronews, no final da reunião.

O correspondente da euronews, Damon Embling, acrescenta que “não se sabe até que ponto Nigel Farage foi bem-sucedido na meia hora de reunião em Bruxelas”.

“O certo é que continua a ser uma figura polémica, considerando que o voto pela saída ganhou com uma pequena margem no Reino Unido e face às reviravoltas nas negociações até à data. Uma turbulência que se deverá manter na próxima ronda de negociações sobre comércio, ao longo dos próximos meses”, concluiu.