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Petroleiro acidentado em chamas pelo segundo dia

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Petroleiro acidentado em chamas pelo segundo dia

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É o terceiro dia em chamas do petroleiro "Sanchi" depois de ter chocado sábado à noite, com o "CF Crystal", um cargueiro que transportava alimentos provenientes dos Estados Unidos, a cerca de 160 milhas náuticas de Xangai, perto do Delta do rio Yangtze, no Mar da China Oriental.

A Marinha norte-americana integra as equipas de socorro - são agora 13, as embarcações de resgate - na busca da tripulação desaparecida do "Sanchi", da qual 30 elementos são iranianos e 2 originários do Bangladesh. 

Segundo autoridades iranianas, um corpo foi encontrado a bordo da embarcação em chamas e enviado para Xangai.

Cresce agora o receio de uma explosão maior e do afundamento subsequente do petroleiro por parte das equipas de salvamento e também de organizações dedicadas ao meio ambiente como a Greenpeace. O Ministério dos Transportes chinês anunciou a tentativa de contenção da área contaminada, mas sem especificar qual.

O derrame originado pela colisão antecipa a possibilidade do pior acidente ambiental deste género desde 1991, quando mais de 250 mil toneladas de crude foram derramadas ao largo da costa angolana. 

O cargueiro com produtos alimentares provindos dos Estados Unidos, cujos 21 tripulantes são de nacionalidade chinesa e se encontram a salvo, sofreu danos limitados 

O Sanchi navegava do Irão até à Coreia do Sul e carregava 136 toneladas de petróleo leve, altamente tóxico e explosivo, o equivalente a cerca de um milhão de barris.

O departamento de navegação marítima de Xangai declarou que a colisão não afetou o tráfego para e de Xangai, um dos mais transitados e maiores portos do mundo, ou mesmo nos portos ao longo do rio Yangtze.