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Equador à procura de mediação para Assange

Chefe da diplomacia equatoriana diz que situação de fundador do Wikileaks é insustentável

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Equador à procura de mediação para Assange

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O Equador está a explorar alternativas de mediação para resolver o impasse acerca do fundador do Wikileaks, Julian Assange, que vive entrincheirado na embaixada equatoriana em Londres há cinco anos.

Um país terceiro ou uma personalidade poderão colaborar na resolução da situação, classificada de "insustentável" pela chefe da diplomacia equatoriana, Maria Fernanda Espinosa:

"Vamos continuar a proteger Julian Assange, enquanto a sua saúde física e psicológica estiverem em risco. Mas temos um interesse enorme em encontrar uma solução definitiva para o caso Assange. Por isso estamos à procura de soluções. Acreditamos que a situação de Assange, do ponto de vista humano, não é sustentável. Uma pessoa não pode viver nessas condições para sempre. E estamos à procura, de forma bastante respeituosa, com o Reino Unido para encontrar mecanismos que conduzam à solução."

Em Maio, a Suécia abandonou a investigação das acusações de violação que levaram Assange a procurar asilo na embaixada em 2012, mas a polícia britânica disse que poderia, ainda assim, ser detido se saísse da delegação equatoriana.

O fundador do Wikileaks teme ser entregue aos Estados Unidos, onde é acusado pela publicação de milhares de documentos secretos, na maior fuga de informação confidencial da história norte-americana.