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UE debate notícias falsas e desinformação

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UE debate notícias falsas e desinformação

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A capital belga, Bruxelas, acolheu esta segunda-feira o primeiro encontro do grupo de peritos europeus de alto nível sobre notícias falsas. O encontro reuniu os 39 membros do grupo assim como representantes de várias redes sociais que se deslocaram a Bruxelas para participarem no debate.

Point of view

"Trata-se de um problema que envolve as grandes redes sociais"

Lutz Kinkel Diretor, ECPMF

A Comissária Europeia para a Economia Digital e Sociedade, Mariya Gabriel, explica.

"Sem dúvida que a questão da responsabilidade e do papel das plataformas e redes sociais já faz parte da nossa agenda. Não me quero antecipar ao trabalho dos peritos, por uma questão de respeito, mas cabe a eles dizerem-nos qual poderá ser essa responsabilidade. Quais são os instrumentos de que dispomos e, de seguida, darem-nos conselhos. O que é que, ao nível europeu, podemos fazer".

O debate em torno da desinformação, ou "fake news" na expressão em inglês, ganhou relevância após as eleições presidenciais norte-americanas e o referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

Em ambos os casos, há indícios de alegada interferência no processo democrático.

Para Lutz Kinkel, diretor do Centro Europeu de Liberdade  de Imprensa, trata-se de um desafio para as redes sociais.

"Trata-se de um problema que envolve as grandes redes sociais e, claro, o que eles querem é recolher informações, gerar cliques e obter o perfil dos utilizadores; ele não estão interessados em reduzir o tráfego que geram", adianta.

O grupo de peritos tem até à primavera para apresentar uma estratégia europeia de luta contra a desinformação.

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