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2017 entre os mais quentes

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2017 entre os mais quentes

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2015, 2016 e 2017 foram os anos mais quentes da história, desde que os registros começaram em 1880, anunciou na quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial.

Segundo os cientistas da agência espacial americana (NASA), e da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), 2017 foi o segundo ou terceiro ano mais quente já registado na história.

A temperatura média na superfície do planeta no ano passado foi 1,1 grau Celsius superior à do período entre 1880-1900, considerado "pré-industrial". O ano de 2016 mantém o recorde do mais quente, com 1,2 grau acima da referência pré-industrial.

De acordo com as análises da NASA, mesmo sem a influência do fenómeno meteorológico El Niño, o ano passado foi o segundo mais quente, um recorde superado apenas por 2016, cujo aumento de temperatura foi reforçado pelo El Niño. Sem o El Niño, 2017 foi o ano mais quente. A NOAA aponta 2017 como o terceiro ano mais quente, atrás de 2016 e 2015.

17 dos 18 anos mais quentes da história moderna, desde que os registos começaram a ser feitos, ocorreram a partir de 2001, comprovando a tendência de aquecimento impulsionadas pelas emissões de dióxido de carbono e outros poluentes causadores do efeito estufa.

As alterações climáticas foram a acausa de várias catástrofes naturais em 2017. A Califórnia foi atingida pelos maiores incêndios da história daquele estado norte-americano. Desarborizado pelo fogo, o condado de Santa Bárbara sofreu inundações e deslizamentos de terra.

As alterações climáticas reforçaram os furacões que se abateram sobre as Caraíbas em setembro, agravaram igualmente a poluição na China e na Índia.

Os países signatáros do Acordo de Paris, comprometeram-se em 2015 a implementar medidas para limitar ou reduzir até 2025/2030 as emissões de gases com efeito de estufa com o fim de manter abaixo dos 2 graus centígrados o aumento da temperatura média global.