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Russos assinalam Epifania Ortodoxa com tradicional mergulho

O presidente da Federação, Vladimir Putin, mergulhou tronco nú, seguindo o ritual, que permite lavar-se dos pecados cometidos no ano anterior.

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Russos assinalam Epifania Ortodoxa com tradicional mergulho

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Os russos assinalaram, na noite de quinta para sexta-feira, a Epifania Ortodoxa. Diz a tradição que é preciso mergulhar três vezes, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, num ritual que recorda o batismo de Jesus no Rio Jordão.

Entende-se que o ritual permite aos fieis lavaram-se de pecados. O objetivo é uma espécie de renascimento espiritual. As águas são primeiro benditas pelos padres, incluindo rios e mares da Federação Russa, como o Cáspio e o Mar Negro.

Este ano, apesar das temperaturas típicas de um inverno rigoroso, muitos foram os que se banharam em águas geladas, como manda a tradição.

A Rússia enfrenta as temperaturas médias mais baixas dos últimos anos, mesmo que longe de alguns recordes. Ainda assim, as autoridades alertaram para os perigos que um mergulho em águas frias pode supor estes dias.

Vladimir Putin mostrou que é um dos fortes. As televisões russas mostraram imagens do presidente da Federação, de tronco nú, a mergulhar nas águas do Lago Seliguer, a noroeste de Moscovo, com temperaturas de -5°C.

Antes do mergulho, Putin tinha ido à missa, no Mosteiro de São Nillus Stolobensky.

Mas o presidente Russo não estava sozinho. Houve quem cumprisse com o ritual mesmo contra os avisos das autoridades, como aconteceu na República de Iacútia, na Sibéria. com temperaturas na ordem dos -40°C.

A tradição foi assim cumprida, mas Moscovo decidiu enviar equipas do ministério encarregue das situações de emergência, presentes durante o encontro.

De acordo com a agência de imprensa Estatal RIA Novosti, em Birilsk, a 240 quilómetros a norte do Círculo Polar Ártico, as temperaturas desceram até -50°C, numa noite em que caiu alguma neve.

As autoridades preferiram anular o evento e pediram às pessoas que não mergulhassem, por existirem sérios riscos para a saúde.

Em 2017, mais de dois milhões de russos decidiram participar nas festas religiosas, que têm lugar todos os anos, na noite de 18 para 19 de janeiro.