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Otimismo do FMI contrasta com relatório da Oxfam

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Otimismo do FMI contrasta com relatório da Oxfam

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Davos é assim: por um lado, os poderosos do mundo debatem ideias para impulsionar o desenvolvimento; por outro, há quem os confronte com a desigualdade crescente. Enquanto o FMI lança previsões económicas risonhas, a Oxfam publica um relatório a dizer que só os bilionários têm razões para sorrir, uma vez que a sua riqueza tem aumentado 13% ao ano desde o início da crise global.

"O crescimento económico é algo que nos motiva mas que não nos pode deixar satisfeitos. E isto porque um quinto dos países em vias de desenvolvimento viu o seu PIB per capita diminuir em 2017", declarou Christine Lagarde, diretora geral do FMI.

A jornalista da euronews, Sasha Vakulina, aponta que "a decisão do Fundo Monetário Internacional de rever em alta as previsões de crescimento da economia global surge juntamente com um alerta: há demasiadas pessoas a ficar de fora dos benefícios desse mesmo crescimento. De acordo com a Oxfam Internacional, 82% da riqueza gerada em 2017 foi parar às mãos do 1% da população mais abastada, enquanto que 3,7 mil milhões de pessoas não viram as suas condições de vida melhorarem".

A Oxfam alerta para o perigo das desigualdades, sobretudo no avanço dos extremismos.

"Estou aqui para dizer às grandes empresas e aos políticos que esta situação não é normal, e que são as suas ações que provocam tudo isto. Só eles podem reverter as coisas. Estamos fartos de ouvi-los dizer que se preocupam com as desigualdades e depois nada fazerem em relação a isso. Queremos ações concretas agora", salienta Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam Internacional.

O relatório da ONG britânica propõe soluções: limitar os dividendos recebidos por acionistas de empresas, implementar salários mínimos condignos e apertar o combate à evasão fiscal.