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Quarto dia da Operação "Ramo de Oliveira"

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Quarto dia da Operação "Ramo de Oliveira"

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Quase 300 militantes curdos e jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh (sigla em língua árabe) terão morrido nos primeiros quatro dias da chamada Operação "Ramo de Oliveira", do exército turco, no noroeste da Síria, provínicia de Afrin.

O segundo maior exército da NATO levou a cabo ataques aéreos. Os rebeldes sírios, apoiados por Ancara, atacaram também o enclave curdo, em várias frentes.

As tropas no terreno encontraram forte resistência da parte dos militantes curdos, que conseguiram proteger e mesmo recuperar parte do território.

De acordo com o chamado Observatório Sírio dos Direitos Humanos, habitualmente citado pelos media ocidentais, mas com sede no Reino Unido, 23 civis turcos morreram em ataques lançados a partir de território sírio.

Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, disse que, embora não estivesse esquecido quer a Turquia era um importante aliado na NATO/OTAN, era fundamental encontrar um caminho para a estabilidade na região. Ancara quer que Washington ponha termo à ajuda aos militantes curdos do YPG Reuters

A Euronews não pode confirmar a exatidão dos números divulgados pelo OSDH e citados pela agência Reuters.

Para a Turquia, a intervenção no noroeste da Síria é fundamental, já que os militantes das Unidades de Proteção Popular ou YPG, manteriam relações próximas com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK (sigla em curdo).

O poder local curdo apelou a uma mobilização contra as ações do exército turco.

As Nações Unidas dizem que cerca de cinco mil pessoas tiveram de deixar as suas casas na província de Afrin nas últimas 72 horas.

Preocupação em Washington e Moscovo

A Admistração Trump diz que o presidente pretende expressar a sua preocupação com as ações de Ancara em território sírio numa conversa telefónica com o presidente turco.

A Turquia poderia prejudicar os planos dos EUA para estabilizar o país, com a ajuda dos militantes curdos das Forças de Unidade Popular (YPG, sigla em língua curda).

O conflito multipolar sírio envolve grandes interesses internacionais.

Os Estados Unidos e a Rússia apoiam forças opostas no terreno. No entanto, não é só Washington quem lança avisos à Turquia, já que Moscovo também pede "contenção" a Ancara.

Recep Tayyip Erdoğan, o presidente da Turquia, diz que a Operação "Ramo de Oliveira" tem como objetivo acabar com os "terroristas" existentes em território sírio e que constituem uma ameaça à integridade territorial do seu país. Reuters

De acordo com o Kremlin, o presidente Vladimir Putin tem mantido conversas telefónicas com Erdogan e apelou ao respeito pela integridade territorial da Síria.

Mas Mevlut Cavusoglu, ministro turco dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores), reiterou que os Estados Unidos deveriam parar com a ajuda aos militantes do YPG.

A Operação "Ramo de Oliveira", que a Turquia diz ser essencial para garantir a segurança interna, preocupa também o presidente francês, Emmanuel Macron.