Última hora

Última hora

República Checa vai a votos para escolher o próximo presidente

Em leitura:

República Checa vai a votos para escolher o próximo presidente

© Copyright :
REUTERS
Tamanho do texto Aa Aa

A República Checa volta a ir a votos entre sexta-feira e sábado para escolher o próximo Presidente, numa eleição muito disputada entre Milos Zeman e Jiri Drahos.

Depois de ter sido o candidato mais votado (38,6%) na primeira volta, realizada a 12 e 13 de janeiro, o atual presidente, Milos Zeman, procura aos 73 anos a reeleição para um segundo mandato de cinco anos.

Considerado um eurocético e com visões próximas de líderes como Vladimir Putin ou Donald Trump - a quem declarou abertamente o seu apoio nas eleições norte-americanas em 2016 - Zeman, que foi eleito em 2013, já depositou o seu voto nas urnas e espera confirmar a ligeira vantagem atribuída pelas sondagens.

Do outro lado está Jiri Drahos, que faz aos 68 anos a sua estreia na política. Químico de profissão e presidente da Academia Checa de Ciências durante quase uma década, Drahos ficou em segundo lugar na primeira volta das eleições, com 26,6%.

No entanto, o candidato que se define como um euro-atlanticista - e que avançou para estas eleições sem vínculo partidário - está a crescer nas sondagens e já recebeu o apoio de pelo menos quatro candidatos presidenciais que não passaram à segunda volta.

Os dois candidatos presidenciais representam visões diametralmente opostas para o futuro político da República Checa, mas ambos partilham o distanciamento da imposição da União Europeia sobre quotas de integração de refugiados.

O cargo presidencial é, essencialmente, simbólico na República Checa, mas pode ter um impacto real imediato na atualidade política do país. O primeiro-ministro, Andrej Babis, tem o apoio de Zeman e lidera um governo minoritário que acabou de perder uma moção de censura no parlamento.

Contudo, Drahos já aconselhou Babis a afastar-se, uma vez que o empresário estar a ser investigado por suspeitas de fraude em subsídios europeus e já viu ser-lhe retirada a imunidade.

Sob um espetro de divisão política no país, as urnas vão estar abertas até às 14 horas deste sábado.