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Tsipras "grego" frente ao dossiê Macedónia

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Tsipras "grego" frente ao dossiê Macedónia

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REUTERS/Alkis Konstantinidis
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Fervor político na Grécia face ao novo impulso para resolver o conflito de Atenas com Skopje por causa do nome Macedónia.

O primeiro-ministro Aléxis Tsipras está debaixo de fogo por, dizem as principais forças políticas da oposição, ter iniciado conversações com o país vizinho sem ter consultado o espetro político interno.

Tsipras encontrou-se com o Presidente da República, Prokopis Pavlopoulos, na sexta-feira a quem disse existirem bons indícios de que o conflito pode estar à beira principio do fim. Tsipras disse que "a mudança do nome do aeroporto e da estrada que liga os dois países é um bom sinal".

Só depois, o primeiro-ministro reuniu-se com os partidos políticos. Após os 45 minutos de reunião com o líder do Nova Democracia, Kyriakos Mitsotakis declarou ao país não estar satisfeito.

"O governo avançou com concessões sem garantir trocas específicas e permanentes para o país", referiu.

Tsipras respondeu referindo existir aproveitamento político que denota irresponsabilidade e oportunismo. Os outros partidos também tocaram músicas contrárias às melodias do primeiro-ministro.

Uma coisa é certa, os gregos, incluindo a igreja ortodoxa, rejeitam que o país vizinho se chame Macedónia, nome de uma província grega. Receiam que ao usar o nome, a República da Macedónia possa partir para exigências territoriais futuras.

Em 1993, a Grécia concordou com a admissão da Macedónia na ONU sob o nome provisório de "Antiga República Jugoslava da Macedónia. Para Skopje entrar na União Europeia ou na Nato, a Grécia, membro das duas organizações, tem que dar o seu consentimento.

Há ainda muito caminho a percorrer, mas parecer existir vontade política. Em cima da mesa parecem existir propostas que a República da Macedónia se chame Macedónia do Norte ou Macedónia-Skopje.

"O governo quer formar uma frente nacional para resolver o problema do nome do país vizinho. Mas a oposição acusa o executivo de ter começado a gerir mal o processo. Nas próximas semanas as tensões deverão aumentar a para do progresso nas negociações", explica a repórter da Euronews, Fay Doulgkeri.