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VI Festival de Música Barroca de Malta

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VI Festival de Música Barroca de Malta

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Os concertos do Festival de Música Barroca de Malta são sempre um êxito, tanto na capital, Valletta, como em vários pontos do arquipélago.

Desde a sua fundação, há seis anos, o Festival Barroco de Malta tornou-se num dos grandes eventos do arquipélago. Atrai visitantes de todo o mundo.

Este ano, o Festival contou com 26 concertos em 14 locais diferentes. A Euronews marcou presença no evento e falou com artistas e organizadores.

Mahan Esfahani toca cravo e é iraniano-americano. Tocou com os alemães do La Folia Barockorchester, de Dresden.

Estiveram no Manoel Theatre, construido em 1731, considerado um dos três teatros mais antigos da Europa ainda em funcionamento.

“Até agora, tem sido muito positivo”, explicou à Euronews Esfahani.

“Temos lotação esgotada quase todos os dias. E há sempre mais grupos a participar.Chegam de toda a europa. Alguns do Japão, outros dos Estados Unidos. E claro, todo o público maltês.”

A edição deste ano do Festival de Música Barroca de Malta contou com grandes surpresas. Entre elas, o acordeonista belga Phillipe Thuriot, que tocou “As Variações Goldberg”, de Johannes Sebastian Bach, uma aria com 30 variações.

A Euronews esteve também em Mdnia, que já foi capital de Malta. Foi fundada por volta do século VIII antes de cristo pelos Fenícios.

Em Mdnina fica situada a Catedral de São Paulo, onde tocou o grupo italiano Chislieri Choir & Consort, de música barroca, especialista na chamada escola napolitana.

Giulio Prandi explicou à Euronews porque atrai tanta gente este tipo de música:

“A beleza da música barroca tem sido muito aprecidada ao longo dos tempos. É uma forma de expressão que nos diz muito,” disse Prandi.

“Fala da vida, da morte, da esperança. De problemas que estão sempre na ordem do dia.”

Jean Philippe Rameau é um dos mestres franceses da música barroca. O grupo Les Ambassadeurs cantou uma das suas composições, em conjunto com a soprano maltesa Claire Debono.

Rameau foi um dos mais importantes compositores de ópera francesa do século XVIII. Alexis Kossenko é flautista e dirige o grupo:

“É uma música fora deste tempo. Nem podemos falar realmente de música barroca, neste caso” disse Kossenko à Euronews.

“É uma música que antecipou todas as correntes estéticas que viriam a aparecer, séculos mais tarde. É uma música realista, expressionista, impressionista.Uma música que fala da vida, é um quadro da vida.”

A soprano Claire Debono já cantou em palcos de todo o mundo. Vive em Paris e trabalha com vários géneros de música clássica:

“A alegria de cantar música barroca tem a ver com toda a improvisação possível. Como acontece com o jazz. O problema com a música moderna é que os compositores são tão estritos, que funcionas como uma marioneta,” disse Debono.

“Está tudo escrito. No caso da música barroca, tem um ritmo, ou apenas uma marca de ritmo e podes divertir-te,” continuou a soprano maltesa.

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