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Ceará quer debater segurança após chacinas em guerra de gangues

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Ceará quer debater segurança após chacinas em guerra de gangues

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Frame retirado no vídeo/ Reuters
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A violência nas prisões e a segurança pública prometem dominar esta semana o regresso dos trabalhos parlamentares no estado brasileiro do Ceará.

A Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal voltam ao ativo quinta-feira, com nova sessão de trabalho prevista para sexta-feira.

Esta terça-feira à tarde, o governador do Ceará tem previsto reunir-se com o Presidente do Brasil. Camilo Santana acusou o Governo Federal pela passividade perante o crime organizado e promete abordar com Michel Temer a crise de segurança pública que está a preocupar os cearenses.

Os deputados estaduais querem colocar no topo das prioridades a segurança no Ceará, um estado onde se registaram 5.023 homicídios em 2017, o que representou um aumento de 47% na comparação com 2016, de acordo com estatísticas oficiais.

Segundo aqueles dados, no Ceará, 82% destas mortes violentas relacionaram-se com tráfico de drogas.

As autoridades de Fortaleza tentaram transmitir calma à população, garantindo que o ataque contra o clube foi um "ato isolado" e que "não há motivos para pânico", como referiu o secretário da Segurança. Mas a discussão do tema vai continuar.

Esta segunda-feira, a guerra de gangues rivais da região provocou um banho de sangue na Cadeia Pública de Itapajé, a pouco mais de 120 quilómetros de Fortaleza, a capital estadual.

Os confrontos aconteceram numa altura em que a cadeia, com capacidade para cerca de 25 detidos, estaria sobrelotada com mais de 80 -- há relatos a garantir que havia 113 detidos no estabelecimento.

Pelo menos dez presos foram mortos e outros oito ficaram feridos. As vítimas mortais foram identificadas e têm idades entre os 19 (quatro deles) e os 37 anos.

A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) montou, entretanto, uma aoperaçao para transferir pouco mais de 40 detidos da cadeia de Itapajé para outro estabelecimento prisional.

As autoridades do Ceará estão a relacionar o caso de segunda-feira à chacina ocorrida na madrugada de sábado na discoteca Forró do Gago, nos arredores de Fortaleza, onde foram mortas 14 pessoas, incluindo duas menores.

Membros do gangue "Guardiões do Estado", conhecido pelo tráfico de droga, reivindicaram o ataque à discoteca, desconhecendo-se ainda se o alvo seriam membros do gangue rival "Comando Vermelho". O ataque na prisão poderá ter sido uma retaliação.