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Diretiva comunitária revista para facilitar acesso à água potável

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Diretiva comunitária revista para facilitar acesso à água potável

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Cerca de 20 milhões de cidadãos da União Europeia não têm o devido acesso a água potável, por falta de qualidade no fornecimento, mas também por causa de dificuldades económicas para pagar este bem de primeira necessidade.

"Este bem deve ser organizado e gerido para que não haja abusos e corrupção"

Pablo Sanchez Centellas Porta-voz, EPSU

A Federação Europeia de Sindicatos de Serviços Públicos diz ser necessário atualizar a legislação com contribuição dos implicados.

"Este bem deve ser organizado e gerido para que não haja abusos e corrupção, mas sim transparência para todos os agentes, desde os trabalhadores aos cidadãos, passando pelos agricultores e a indústria. Todos aqueles que precisam da água devem poder emitir uma opinião sobre o seu melhor uso", afirmou, à euronews, Pablo Sanchez Centellas, porta-voz da federação.

A privatização dos serviços em alguns países agudizou a necessidade de atualizar a diretiva, algo que será apresentado pela comissão europeia, na quinta-feira.

Mas, já exemplos de práticas inovadoras como é o caso da região da Valónia, na Bélgica, que criou um fundo de apoio aos mais pobres financiados com cerca de dois euros anuais na fatura dos consumidores.

"Foi tomada uma decisão política: um decreto do Parlamento da Valónia que estabelece um mecanismo de solidariedade semelhante ao das contribuições para a segurança social. Neste caso é um fundo para ajudar as pessoas que não podem pagar o acesso à água", explicou, à euronewes, Benoît Moulin, diretor de comunicação.

As alterações à diretiva surgiram depois de uma petição de cidadania europeia ter recolhido mais de 1,8 milhões de assinaturas, que foram entregues à Comissão Europeia.