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A pronúncia russa na recuperação económica do Chipre

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A pronúncia russa na recuperação económica do Chipre

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Limassol é a segunda maior cidade de Chipre, tem também o maior porto da ilha e é por estes dias um símbolo claro da recuperação do país, cum uma grande atividade do setor da construção e a cada vez maior presença russa.

Muitos russos vivem agora nesta cidade e investem fortemente no setor da construção civil, mas também no comércio, onde há cada vez mais lojas com raízes russas.

De acordo com diversos analistas, o programa de venda de passaportes para a obtenção de cidadania cipriota e, consequentemente, cidadania europeia ajudou muito o país a recuperar da crise económica dos últimos anos.

Aqui, os estrangeiros podem tornar-se cidadãos em menos de seis meses. Para tal, basta apenas investir aproximadamente dois milhões de euros.

Russos, chineses, mas também pessoas do Médio Oriente, compram ou constroem grandes habitações, já que uma das condições prévias é ter uma residência permanente no Chipre.

Dimitris Dimitriades é advogado e trabalha com este programa. Em declarações à Euronews, salienta a importância do projeto na recuperação económica cipriota desde 2013.

"Um montante de 4 mil milhões de euros entrou na economia cipriota através destes programas. É um montante importante e que representa pelo menos 20% do PIB do país", disse.

No entanto, muitos eurodeputados e funcionários da União Europeia acusam Chipre de vender passaportes a pessoas que podem ter interesses obscuros. Para Dimitriades, as autoridades estão a controlar adequadamente o programa.

"Em primeiro lugar, tenho de enfatizar que não podemos falar de 'vender' os passaportes. Em qualquer caso, a utilização dos passaportes cipriotas em publicidade não será permitida e, com mais precisão, a comercialização do programa não será permitida, apenas de uma forma bastante restrita. Também há uma comissão de acompanhamento especial e uma lista dos fornecedores do serviço".

No ano passado, o ministro das Finanças cipriota, Charis Georgiades, disse que mais de 2.000 passaportes foram emitidos, sendo que metade destes foram para cidadãos russos.

A reportagem da Euronews falou com muitas pessoas em Limassol, mas foi grande a relutância em falar para câmara.