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Russos piratearam e-mails de peritos em drones

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Russos piratearam e-mails de peritos em drones

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Um grupo de piratas informáticos russos conseguiu ludibriar pelo menos 87 pessoas a trabalhar para a defesa dos Estados Unidos, particularmente na área dos drones militares, a expor as caixas de correio eletrónico ao roubo de dados. É o que revela uma investigação da agência Associated Press. Não se conhece, ao certo, a amplitude dos dados roubados, mas sabe-se que o grupo, conhecido como Fancy Bear, conseguiu quebrar a ciber-segurança da defesa americana, provando que a proteção dos e-mails não era adequada.

"A pirataria informática não é uma surpresa. A tecnologia de drones é muito desejada e a Rússia tem feito um grande esforço para adquirir esta tecnologia, nos últimos anos. São drones com múltiplas funções, que podem fazer vigilância e reconhecimento, ou mesmo fazer ataques. Os drones que a Rússia tem são micro-UAV, limitados ao reconhecimento de artilharia ou missões de vigilância. Os drones que eles procuram adquirir são mais sofisticados e podem desempenhar mais tipos de missões que os que têm agora", refere Dan Gettinger, co-diretor do Centro para o Estudo de Drones do Bard College.

As vítimas dos ataques informáticos foram, entre outras, cientistas e engenheiros a trabalhar quer para pequenas empresas quer para grandes grupos como a Lockheed Martin, a Boeing ou a Airbus. O método utilizado foi o conhecido como phishing, envio de ligações que podem dar acesso às contas de correio eletrónico. Sabe-se que pelo menos 40 dos 87 peritos alvo deste ataque clicaram nessas ligações. Os e-mails dos peritos podem conter todo o tipo de informação sobre a tecnologia de drones, incluindo informação "top secret", ou ainda detalhes pessoais que podem ser usados para chantagem.