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"Vi mortos espalhados pelo chão" - sobrevivente

Alguns estudantes referem o alívio que sentiram ao contactarem as suas famílias, outros ainda estavam a tentar compreender o que se passou.

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"Vi mortos espalhados pelo chão" - sobrevivente

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Poucas horas depois do massacre, alguns dos sobreviventes começaram a contar as suas histórias.

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"Os professores meteram todas as crianças nas salas de aula e disseram-nos para não fazermos barulho"

Jeremiah Baez Estudante

Alguns referem o alívio que sentiram ao contactarem as suas famílias, outros ainda estavam a tentar compreender o que se passou.

"Ouvi tiros e comecei a correr, consegui sair da escola em dois minutos" disse Megan Hall, uma estudante da escola.

"Os professores meteram todas as crianças nas salas de aula e disseram-nos para não fazermos barulho", adiantou Jeremiah Baez; a sua mãe acrescentou "é uma alegria e um grande alívio. Espero que todas as outras crianças estejam bem".

Mais tarde, os estudantes foram reunidos com as suas famílias num hotel situado nas proximidades.

"Primeiro pensei que era um alarme de incêndio, depois ouvi tiros, boom, boom, boom. Depois de ouvir o último tiro disse para mim próprio, vou pôr-me a andar daqui" afirmou um outro estudante, Manuel Barraza.

"Estava numa sala de aulas e tudo o que ouvi foram os tiros. Quando saímos a polícia conduziu-nos para o exterior. Vi mortos no chão", acrescentou Max Charles.

"Era um dia de escola normal, ninguém esperava isto, alguém com uma arma que se põe aos tiros. Até que nos apercebemos, começamos a enviar mensagens à família, do tipo, "adoro-vos" porque nunca se sabe, podemos ser atingidos e morrer em instantes" afirma Daniel Huerfano, um outro estudante.

João Ferreira