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Alberto Fujimori vai voltar a ser julgado

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Alberto Fujimori vai voltar a ser julgado

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O indulto presidencial não salva Alberto Fujimori. O antigo chefe de Estado peruano vai ser julgado como presumível autor da morte de seis agricultores, em 1992, na cidade de Pativilca, perpetrados pelo grupo paramilitar Colima.

A filha de Fujimori apressou-se dizer que o ex-presidente deveria enfrentar o processo em liberdade, o que está confirmado.

Para o advogado Carlos Rivera, defensor dos Direitos Humanos, está a fazer-se história: "Pela primeira vez Fujimori sentar-se-á no banco dos acusados juntamente com os perpetradores materiais do Destacamento Colima. Vai ser um dado muito singular do caso Pativilca. É uma resolução que classificaria de histórica, primeiro pelo valor que teve e pelo significado que tem que é o de aplicar uma resolução suprema da Presidência da República. Depois porque nunca tínhamos visto isto em qualquer outro caso de violação grave dos direitos humanos. Em terceiro lugar porque nunca tínhamos visto acontecer uma coisa assim com um ex-chefe de Estado."

A Procuradoria pede 25 anos de prisão por homicídio. A oposição volta a exigir a demissão do Presidente Pedro Pablo Kuczynski, acusado de conceder o indulto a Fujimori a troco de votos para superar uma moção de censura.

"Um grupo comunista está a promover uma nova tentativa para me obrigar a sair. Como a primeira falhou procura-se outra razão. A razão é o indulto humanitário concedido ao Presidente Fujimori. Engoli o sapo. Nenhum dos meus antecessores quis fazê-lo. Fi-lo sabendo que não é agradável engolir sapos", sublinhou Kuczynski.

Sem o apoio do partido da filha de Alberto Fujimori, uma nova moção de censura contra Kuczynski poderá colocá-lo de fora da Presidência.