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Plano contra radicalização nas prisões francesas

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Plano contra radicalização nas prisões francesas

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O Governo francês apresentou um plano com 60 medidas contra a radicalização jiadista, uma das grandes preocupações do país desde os atentados de janeiro de 2015.

Entre as principais propostas, encontram-se o aumento da segurança nas prisões onde se encontram detidos considerados radicalizados e o isolamento dos detidos com casos mais graves, especialmente os presos condenados por terrorismo.

Uma crise nas prisões

As medidas anunciadas têm em contra a crise das prisões que se vive em França. Os funcionários de vários estabelecimentos, como a prisão de Vendin-le-Vieil, (região de Altos de França, norte) queixam-se das condições de trabalho, depois de uma violenta agressão sofrida por um dos guardas, no passado mês de janeiro.

O episódio conduziu a uma greve nas prisões francesas e a um movimento de protesto em estabelecimentos de todo o país.

De acordo com o anunciado pelo primeiro-ministro, Édouard Philippe, serão criados 1500 lugares especiais para os detidos radicalizados, 450 dos quais até ao fim do ano.

Existem, em França, cerca de 70 mil detidos, 512 dos quais encontram-se presos por condenações relacionadas com terrorismo. Existem ainda 1139 prisioneiros de direito comum considerados pelas autoridades como "radicalizados."

As prisões francesas são uma preocupação para a União Europeia. Os estabelecimentos têm a taxa de suicídio mais elevada da UE.

Há, em França, por cada 10 mil detidos, mais de 12 suicídios por ano, de acordo com as estatíticas de 2013 do Conselho da Europa .

Escolas religiosas debaixo de olho

As escolas coranicas deverão passar por um controlo mais apertado. O regime de licenças vai sofrer mudanças.

O Governo francês diz que há centros no país que contribuem de forma perigosa, para a radicalização dos mais jovens. A questão da existência da laicidade na sociedade francesa deve, diz o Executivo, ser ensinada pelos centros.