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Polémica coincidência musical antes do Festival da RTP

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Polémica coincidência musical antes do Festival da RTP

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O Festival Eurovisão da Canção tem lugar em Lisboa, no mês de maio. A vitória de Salvador Sobral em Kiev, no ano passado, fez com que os portugueses voltassem a interessar-se pela final nacional, o Festival RTP da Canção, como há muito tempo não acontecia.

As duas meias-finais tiveram lugar nas últimas semanas e a grande final é já no próximo domingo, na cidade de Guimarães, distrito de Braga (norte). Mas a verdade, a dias do evento, o evento conta já com duas polémicas.

Primeiro, um erro técnico na contagem dos votos obrigou a RTP a substituir uma das canções apuradas na primeira semi-final. Agora, depois de apuradas as canções da segunda semi-final, surgem acusações de plágio.

Há quem diga que a "Canção do Fim," interpretada por Diogo Piçarra, também compositor e autor da letra, é em tudo semelhante a uma canção da Igreja Universal do Reino de Deus. A canção "Abre os Meus Olhos", de 1979, é parte do Volume II do album Cânticos do Reino e interpretada pelo Pastor Walter.

A canção pode ser encontrada, por exemplo, na rede social Youtube, onde foram colocados vários vídeos que comparam as melodias de ambas canções nas últimas duas horas.

Em entrevista ao Diário de Notícias, o maestro português António Vitorino de Almeida disse que a canção "não era um plagio, era igual," referindo-se à semelhança entre a concorrente ao Festival RTP da Canção e o título interpretado pelo Pastor Walter.

Desde que foram conhecidas as acusações, o intérprete já falou a diferentes media portugueses. Diogo Piçarra falou, numa entrevista ao semário Expresso, numa "coincidência irónica e cómica". Na sua página da rede social Facebook, disse "estar de consciência tranquila", que nasceu em 1990 - 11 anos depois de ser conhecida a canção "Abre os Meus Olhos" e que "nem é religioso."

De resto, o cantor, originário do Algarve (sul) tem recebido o apoio dos fãs na sua página oficial.

Vários casos no Festival Eurovisão da Canção

Plágio ou coincidência, a verdade é que o Festival da Eurovisão já conheceu vários casos de acusações de plágio ao longo dos anos. Um dos últimos casos teve lugar no ano passado, na primeira edição vencida por Portugal. Pierre Dumoulin, autor da canção Belga "City Lights," interpretada em inglês por Blanche, rejeitou as acusações. A televisão belga francófona RTBF defendeu a sua representação, que acabou em quarto lugar.

Em 2015, foi a vez da Suécia. A canção interpretada por Måns Zelmerlöw em inglês, "Heroes", foi também apontada como um plágio de uma composição do DJ francês David Guetta. Acusações que de nada serviram. A Suécia conseguiu, em Viena, a sua sexta vitória.

Mas há mais exemplos. Em 1997, o duo Jalisse representou a Itália com a canção "Fiummi di Parole", cantada em italiano, quando a orquestra ao vivo era ainda uma possibilidade. Na altura, foram acusados de plagiar a canção "Listen to Your Heart," dos suecos Roxette. Conseguiram um quarto lugar, se bem que a canção chegou a Dublin com um arranjo musical bastante diferente, nomeadamente a melodia inicial. O tema passou também a ser mais curto, para cumprir com a duração estabelecida pela União Europeia de Radiodifusão.

Diogo Piçarra disse ainda que a sua participação no Festival RTP da Canção "vai continuar igual".

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