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Portugal envia sementes de milho para a "Arca de Noé" norueguesa

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Portugal envia sementes de milho para a "Arca de Noé" norueguesa

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Reuters
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O Banco Mundial de Sementes fica em pleno Ártico, nas Ilhas Svalbard, na Noruega e reúne mais de 900 mil amostras de sementes de todo o mundo.

Conhecido como a "Arca de Noé", este tesouro foi criado em 2008 com a ajuda de um Tratado Internacional que visa conservar a biodiversidade, um tratado da Organização das Nações Unidas criado para garantir o futuro alimentar mundial.

Para comemorar o aniversário do banco, foram enviadas 77 mil amostras de sementes de todo o mundo para juntar à coleção.

Portugal não quis deixar passar a data e enviou também 100 kg de sementes de milho português, sementes de uma das melhores colheitas nacionais da década de 70, da Beira Litoral.

As sementes portuguesas vivem agora com milhões de outras sementes de todo o mundo a 150 metros de profundidade. As temperaturas de 18 graus negativos permitem uma conservação até 100 anos.

O banco foi criado para o futuro mas já serviu de ajuda no passado.

Em 2015, esta "Arca de Noé" abriu portas à Síria, depois de um pedido de ajuda, depois do banco de sementes do país (International Center for Agricultural Research in the Dry Areas) ser destruído.

Foram enviadas para a região de Aleppo cerca de 116 mil sementes para restaurar as colheitas do país.