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Igreja do Santo Sepulcro reabre as portas aos fiéis em Jerusalém

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Igreja do Santo Sepulcro reabre as portas aos fiéis em Jerusalém

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A Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, reabriu esta quarta-feira as portas aos fiéis depois de três dias fechada em protesto.

Na origem do encerramento deste local sagrado esteve um plano do governo para cobrar impostos sobre as propriedades comerciais da Igreja. A propriedade do local é partilhada por católicos romanos, gregos ortodoxos e arménios.

O executivo liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acabou por ser obrigado a emitir um comunicado no qual declarou a abertura de negociações com os representantes religiosos.

"É normal que seja importante reabrir as portas da Igreja para deixar entrar pessoas que, em muitos casos, vêm uma vez na vida para visitar este lugar sagrado. Porque um lugar santo sem pessoas não é nada, são apenas as pedras. Porque nós somos a vida da igreja. Para nós, as pessoas são a essência", afirmou o padre Sinisa, clérigo franciscano da Igreja do Santo Sepulcro.

De acordo com o presidente da Câmara de Jerusalém, Nir Barkat, a cidade tem a receber mais de 150 milhões de euros em impostos por cobrar sobre as propriedades da igreja.

Os locais de culto estariam isentos da medida, que deve abranger apenas aqueles sujeitos a exploração comercial, como hotéis e escritórios.

Este foi o mais longo encerramento da Igreja do Santo Sepulcro desde 1990.