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Presidente de Portugal quer reduzir "drasticamente" os sem-abrigo no país

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Presidente de Portugal quer reduzir "drasticamente" os sem-abrigo no país

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O Presidente da República Portuguesa pretende reduzir "drasticamente" até 2023 os cerca de oito mil sem-abrigo que se estima existirem em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa tem passado algumas noites na rua a ajudar os mais necessitados e esta semana reforçou o apelo por este problema social do país no primeiro Encontro Nacional dos Núcleos de Planeamento e Intervenção de Sem-Abrigo.

"É muito importante as portuguesas e os portugueses perceberem a importância desta causa. E eles estão a perceber. A malha tem de ser mais estreita, mas a rede tem de ser alargada", afirmou durante o discurso no encontro.

A Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo foi lançado no ano passado e com um prazo de seis anos.

Também presente, o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social tem uma prioridade.

"Está a ser feito o levantamento dos recursos disponiveis para melhorasr a resposta nessa área. É certo que já existem instituições e respostas sociais para acolher os sem-abrigo, mas a ideia é reforçar a resposta habitacional", afirmou Vieira da Silva à margem do encontro.

O Presidente português fez um balanço positivo do que foi conseguido durante o ano passado, lamentando 2016 ter sido "um ano pouco feliz". E promete que, mesmo se não for reeleito, "o cidadão Marcelo" vai continuar a bater-se pelos sem-abrigo.

O chefe de Estado salientou que "a luta continua" e sugeriu procurar-se, no futuro, enquadrar verbas comunitários para ajudar a solucionar este problema social.

"O tipo de programas a que estão ligados os fundos comunitários no domínio do emprego não preveem especificamente esta situação. No futuro, aí está uma situação nova para a qual tem de se pensar como encontrar um enquadramento", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Este primeiro encontro é um ponto de arranque e um caminho que desejaríamos com fim à vista em 2023. Se assim for, é sinal que conseguimos cumprir a meta. Se assim não for, porque houve uma crise que não esperávamos ou uma dificuldade, aí a nossa luta continua", garantiu o Presdiente.

Marcelo Rebelo de Sousa defende que "não é preciso viver sem revolução para o 'slogan' ter razão de ser". "A luta continua. A luta pela causa dos sem abrigo continuará até ao momento em que não haja necessidade de enfrentar uma situação tão dramática, tão injusta", concretizou.